A Terra, um planeta em mudança

Antes de iniciares este tema tem em atenção: Clica nas imagens e nas palavras a azul, podes ter surpresas e descobrir mais!

Como explicar a extinção dos dinossauros?

A Terra é um planeta em mudança. Esta mudança reflete-se, principalmente, na distribuição e no tipo de formas vivas que o habitam. Os “lagartos terríveis”, ou seja, os Dinossauros, são o exemplo perfeito de uma espécie dominante existente no nosso planeta e que se extinguiu por completo há cerca de 65 milhões de anos. A questão que se coloca é “Porquê?”. Como se explica esta e tantas outras alterações ao longo de 4,5 bilhões de anos?

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                                                         Georges Cuvier                     James Hutton

                                                                 O pai da Paleontologia            O pai da Geologia Moderna

Quote GCGeorges CuvierJames HuttonQuote JH

http://goo.gl/ZlW6Wo | http://goo.gl/18I0Xa

George Cuvier defende a Teoria Catastrofista!       Catastrofismo

Segundo o catastrofismo as mudanças que ocorriam no Planeta seriam provocadas por grandes catástrofes tais como, inundações e impactos meteoríticos que ocorreriam numa base regular, tendo sido a última delas o dilúvio descrito na Bíblia. Explica a distribuição dos seres vivos em diferentes continentes através de “Pontes” que os uniam. Esta teoria enraizada em crenças religiosas foi o princípio mais aceite até meados do séc. XVII.

http://goo.gl/ewMq6T

Uniformitarismo         James Hutton defende a Teoria Uniformitarista!

Segundo o uniformitarismo as alterações que ocorreram na Terra são o somatório de pequenas alterações originadas por processos naturais graduais e lentos. As leis naturais são por esta teoria consideradas constantes no espaço e no tempo e as catástrofes naturais são vistas como fenómenos pontuais incapazes de provocar alterações na Terra. O presente é a chave do passado, ou seja, as causas que provocaram determinados fenómenos no passado são idênticas às que provocam o mesmo tipo de fenómenos no presente – Princípio do atualismo.

http://goo.gl/ewMq6T

Qual a teoria aceite hoje, pelos cientistas, para explicar estas mudanças?

O Neocatastrofismo!
Esta teoria reconhece o uniformitarismo como guia, ou seja as mudanças ocorrem ao longo de muito tempo mas não exclui que a ocorrência de certos fenómenos catastróficos pontuais pode implicar modificações à escala planetária. A extinção dos dinossauros enquadra-se nesta conceção.

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Será que a posição dos continentes sempre se manteve igual à que conhecemos hoje?

Os continentes são dotados de mobilidade o que constitui prova de que a Terra é um planeta dinâmico. Os seres vivos evoluíram enquanto outros se extinguiram, vulcões entram em erupção, a sismicidade é constante, as montanhas são formadas e posteriormente erodidas, os continentes mudam de posição… Algumas destas mudanças percetíveis à escala humana. Outras, nem tanto.

pangeia

http://relacionamento.petrobras.com.br/revistaconhecer/Edicao/1/imagine

Os continentes estiveram unidos, há cerca de 225 M.a., num supercontinente, a Pangeia, rodeada por um único oceano, Pantalassa. Esse supercontinente fragmentou-se em dois continentes: Laurásia, a norte e Gondwana, a sul, com a formação do mar Tétis entre eles.

Quais os dados que apoiam a mobilidade dos continentes?

Para comprovar a mobilidade dos continentes pode observar-se as zonas costeiras complementares de África e da América do Sul, dois continentes agora separados! Os fósseis espalhados pelo globo que são idênticos e que seria impossível atravessarem todo um oceano tal como as rochas, em diferentes continentes são semelhantes e têm a mesma idade! Ainda outro fator apontado é o paleoclima, pois foram encontradas evidências do mesmo tipo de clima em regiões atualmente distantes. Torna-se evidente o fato de a posição dos continentes já ter sido muito diferente da atual!

 

Como explicar o fato de os continentes serem dotados de mobilidade?

A posição dos continentes e dos oceanos, ao longo dos anos, tem vindo a alterar-se em consequência do movimento das placas litosféricas. Como?  Os fundos oceânicos são gerados na zona de rifte, ao longo das dorsais, expandem-se e são destruídos nas zonas de subducção. Estas zonas encontram-se nos limites das diferentes placas litosféricas.

com legendas

Imagem representativa das placas litosféricas. As setas a vermelho representam o tipo de limite de placa.
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Placas_tectonicas2-es.svg

 

Limites convergentes

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http://www.geocraft.com/WVFossils/collision.html

Correspondem a zonas de fossas em que uma placa oceânica, mais densa, mergulha sob outra (geralmente continental) - Zona de subducção - e a que mergulha é destruída. Estas fossas estão associadas maioritariamente a regiões de transição da crosta continental para a crosta oceânica, no entanto podem também estar associadas apenas a zonas de crosta oceânica ou continental.

Limites divergentes

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http://web.macam.ac.il/~etzion_a/work%201/animation/

Situam-se na crosta oceânica, mais especificamente nas dorsais. São zonas onde é gerada nova crosta oceânica – Zonas de rifte - provocando a expansão dos fundos oceânicos. A nova crosta gerada nas zonas de rifte, após milhares de anos, irá ser destruída nas zonas de subducção.

Limites Transformantes

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http://adjr06.tripod.com/id8.html

Situam-se em falhas – Falhas transformantes – onde as placas litosféricas deslizam lateralmente uma em relação à outra, sem acréscimo ou destruição da crosta. Estas falhas desenvolvem-se perpendicularmente às dorsais oceânicas.

 

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http://goo.gl/zofBfm

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